Elijanique Savil
Tenho falado tanto com os mortos.
Almas que brilharam. Séculos atrás
Criaram, recriaram. Fizeram resplandecer
o belo, o novo dentro do velho.
Inominável, astuto, sagaz.
O que era nosso agora é indivíduo.
Nenhuma beleza toca os extremos;
Nenhuma esperança une os opostos;
Nenhuma luz resplandece no olhar.
Vejo olhos que não me veem.
Toco braços que não me envolvem.
Não sou contemplada em outros rostos.
O cair da alvorada foi lindo outrora.
O amanhecer já não encanta.
Da negra noite criatura sou.
Do nascimento de um sonho nada sei.
Sem patriotismo a viver,
Sem destino caminhando vou.
Busco uma era que se reconheça,
No lago sereno, banhando-se em revoada,
Em um sorriso, em um abraço real.
A tecnilusão cala a palavra.
Elide sons e formas gráficas.
A humanidade agora é virtual.

Várias verdades do povo brasileiro, do mundo.
ResponderExcluirSim, retratos da atualidade...
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