Pesquisar este blog

CONTEMPORÂNEA MENTE

Elijanique Savil

Tenho falado tanto com os mortos.
Esses seres etéreos me povoam a existência.
Almas que brilharam. Séculos atrás
Criaram, recriaram. Fizeram resplandecer
o belo, o novo dentro do velho.
Inominável, astuto, sagaz.

O que era nosso agora é indivíduo.
Nenhuma beleza toca os extremos;
Nenhuma esperança une os opostos;
Nenhuma luz resplandece no olhar.
Vejo olhos que não me veem.
Toco braços que não me envolvem.
Não sou contemplada em outros rostos.

O cair da alvorada foi lindo outrora.
O amanhecer já não encanta.
Da negra noite criatura sou.
Do nascimento de um sonho nada sei.
Sem patriotismo a viver,
Sem destino caminhando vou.

Busco uma era que se reconheça,
No lago sereno, banhando-se em revoada,
Em um sorriso, em um abraço real.
A tecnilusão cala a palavra.
Elide sons e formas gráficas.
A humanidade agora é virtual.


2 comentários:

O Substituto

Naquele dia os alunos estavam mais ruídosos que o normal. Ele bem que ensaiou uma ou outra arrancada inicial no conteúdo programático da d...