Elijanique Savil
Um silêncio cortante no meio da noite
Entre tristes amantes pairava veloz
Revolvendo no cerne raízes profundas
De frio, de morte, de sombras atroz.
Lembrar tantas dores ele já não queria
Intenso sofrer e cruenta mazela.
Deixar no passado a agonia da vida,
Era o grande desejo que unia ele e ela.
A noite eterna só vinha, não ia.
E eles ali. Tão distantes. Tão perto.
Olhos nos olhos e nada a dizer.
Só o momento e o nada. O resto é incerto.
“pois bem, vou-me indo”. Ele disse a passar.
“É cedo. Não vá, conversemos agora.
O tempo contigo é eterno e lindo.
Mas passa tão rápido. Me esqueço da hora”.
“Pra mim é um martírio partir depressinha,
Desejo ficar ao teu lado, então cedo!
Sinto-me preso em tuas garras intensas,
O que chamas amor, eu defino por medo”.
O silêncio rompido é avassalador,
Destrói num segundo uma gama de sonhos.
Querendo abraçá-lo, arrebata. Estrangula.
E os beijos perdidos parecem-lhe ganhos.

Legal o texto, isso aí!
ResponderExcluirValeu Nill.
ExcluirMuito bom, adorei!
ResponderExcluirValeu, Dayane.
ResponderExcluirObrigada.