Elijanique Savil
Vejo perspectivas frustradas,
submersas na correria contemporânea.
Sonhos apressados que duram menos
de uma noite
de um sono conturbado.
Não são só os jovens que estão perdidos.
Crianças estão perdidas.
Adolescentes estão perdidos.
Pais estão perdidos,
e os professores então?
...
Como ser porto,
ancoradouro
para essa geração
que se mergulhou no caos,
mas muitas vezes rejeita o resgate
que lhe é oferecido?
O conhecimento se apresenta
como o salva vidas necessário,
porém,
qual a melhor forma de se aproximar
de alguém que precisa,
mas não quer o socorro
que é disponibilizado?
Sentir da mesma forma é o caminho.
Não o único.
Mas por hora,
o mais viável.
Mostrar que estamos
(sim)
todos muito perdidos,
mas perdidos na ânsia
de encontrar no outro
nosso próprio reflexo.
É o momento de deixarmos de ser espelhos,
e começarmos a ser janelas,
para que quem está à deriva
possa ver
um novo horizonte
através de nós
e não apenas
o reflexo
de sua imagem
confusa
e perdida
em mestres
perdidos,
cansados
e confusos!
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