Elijanique Savil
Paga
com mal o bem que a ti fazem.
Esse
é o preço a ser pago por teu bem.
Dá
as costas aos que ao pé de ti jazem,
E
não espere ser amado por ninguém.
A
recompensa que desejas, não virá!
Aquele
sonho que te é caro apodreceu.
A
esperança, fenecida, já te deixa,
o
beijo sacro, no inferno se perdeu
Vê?
Nada é belo, nada é santo. Nada é puro.
O
que era doce, colo afável de mulher,
Já
não te encanta.
O
natural voltou-lhe a face.
Contempla
agora:
Só
o bizarro bem lhe quer.

