Ouvi que todo ponto de vista
É a vista de um ponto
Tenho visto inúmeras gentes
Ponteando a visão umbilical
Tenho ingerido tanta Corona
Nos momentos atuais
Justo eu que nunca bebo
Embriaguei-me e estou mal.
E já que está na moda
Pontear a visão do mundo
Vou colocar meu ponto
Para a apreciação geral
O ponto que ora coloco
É simples e muito prático
Pontuo que cada um decida
O que para si é normal
Você quer sair de casa
E encontrar muita gente?
Vai na fé. Deus o abençoe
Mas deixa o outro também
Decidir por si só.
Não obrigue as pessoas
A coronarem-se contigo
Ou pactuas o geral amém.
O ponto que compartilho
Não é meu ponto exclusivo
Visto que muita gente
Pontuou o mesmo fato
É o desabafo contra os dizeres
Não pegue. Não toques.
Não sintas. Não manuseie.
Quando sou um tocador nato.
Vegar me é natural
Desde que nasci brasileiro.
Não cumprimento à distância.
Não reconheço sem tocar.
Pontuaram-me ponto-a-ponto
Como devo não proceder.
Mas o toque é minha forma
Mais humana de amar.
Coronada, fico em transe
Não sei ser quem sou
Nessa contemplação passiva
Quero outros rostos comigo
Ter os colegas ao pé de mim
Eu decido se quero
O isolamento mortal
Ou a regeneração entre amigos

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