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Pandemia



Por fora o terror me assombra
Pavores que nem sonhava.

Janeiro, presságios de morte.
Fevereiro, desafiava.

Março, um pânico infindo.
Janelas e portas, trancava.

Abril, sorriu a esperança
A morte já não rondava.

Maio, a volta de tudo.
Susto diário e pavor,
O fenecimento escancarava.

Junho entrou estranho,
De canto de olho ressabiava.

Meu Deus, o frio em junho?

Nunca em junho nevava!

O terror de morte e o assombro.
Por trás da porta espreitava,

Pressagiando mudanças
Que nem sequer imaginava.

E o frio do frio junino
Que chegou e assustava.
A neve no firmamento
Cambiando o que pensava.

Lá fora, a água e o vento.
Nunca em junho nevava!

Elijanique Savil

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